segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Parte XI - TEATRO FOLLIES - 1951 - Apogeu



Zilco Ribeiro nasceu em Porto Alegre, onde viveu até os 18 anos. Aos 21 anos ingressou na Força Aérea Brasileira onde conquistou a patente de Capitão Aviador e o apelido devido à elevada estatura, de “Espanador das Nuvens”.

 Atuou como  instrutor de voo até 1949, quando requereu baixa, devido à injusta punição, motivada por um pouso forçado em uma praia do litoral do Espírito Santo.

Iniciou a carreira civil como produtor teatral em 1949, no Teatro Carlos Gomes, situado na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro.  
Estreou com a Revista “Quero Ver-Te de Perto” reunindo um elenco de peso, com a participação de Dercy Gonçalves, Oscarito, Renata Fronzi e o coreógrafo dançarino Norbert, seu fiel companheiro e parceiro conjugal.

Terminada a temporada no Teatro Carlos Gomes, Zilco ribeiro transferiu-se para Copacabana, onde passou a residir e ocupar o Teatro Follies a partir de 1951.

 Ao ocupar as dependências do Teatro Follies, Zilco Ribeiro gastou parte das suas reservas com reformas e uma faxina total, que durou alguns meses.

Nesse ano eu atuava como iluminador na Boate Acapulco, no espetáculo “Rapsódia Negra” produzido pelo Abdias Nascimento. Ao final dessa temporada fui procurado pelo secretário (*) de Renata Fronzi e César Ladeira, com os quais trabalhei nas apresentações dos “Cafés Concertos” naquela boate.

(*) O secretário era o “Jaques Perneta”, que foi casado com a filha do Comandante Cândido Aragão do Corpo de Fuzileiros Navais. Em nome do casal, Jaques convidou-me para integrar a equipe, na Companhia de Zilco Ribeiro.




Eu, Casimiro (Manekolopp), era o caçula de 17 anos, o mais novo iluminador do teatro brasileiro.



















Renata Fronzi, diretora e,  também um das protagonistas do espetáculo, contribuiu com sua experiência nessa etapa inicial na trajetória do empresário Zilco Ribeiro



Com participação especial, Renata Fronzi
 interpretava canção, "Ninguém me Ama", autoria de Antônio Maria.






Juan Daniel havia sucateado o teatro, inclusive a rede elétrica, a qual teve que ser refeita e os equipamentos de ar condicionado, cujos compressores tinham desaparecido, restando apenas os dutos de refrigeração.

Zilco Ribeiro não dispunha de grandes recursos financeiros, ele havia gastado boa parcela de suas reservas com a reforma do teatro e apelou para criatividade.


Zilco sugeriu ao seu parceiro, coreógrafo ançarino Norbert, que se encarregasse dos figurinos e da confecção do guarda-roupa, cuja costureira era a experiente Dona Luisa.

Zilco e Norbert dividiram o espaço nobre do apartamento da Av. Atlântica, onde residiam. Ali improvisaram  um atelier de costura e confecção de todo o guarda roupa da peça.





Quanto aos tecidos, eles os obtiveram após uma visita ao empresário Silveirinha, proprietário da Fábrica de Tecidos Bangu e em troca ofereceram a divulgação da Bangu através dos programas distribuídos na platéia.


Uma vez tomadas às providências da restauração, Zilco reinaugurou o teatro em 1952,  com a Revista “Olha o Pixe”.




Renata Fronzi, Nélia Paula, Norbert e Walter D'Ávila, asseguraram o sucesso do espetáculo, cujo elenco incluía outros nomes, como  Paula Silva - Alan Lima - Emílio Castelar - Ruy Cavalcanti e a francesinha Joceline.

A  orquestra era integrada pelos músicos: Maestro Kalua, ao piano - Mario Yabrude, na Bateria - Carlos Alberto, no violão elétrico. 

Três feras com larga experiência no acompanhamento dos espetáculos de revista da época.






 O programa foi diagramado pelo figurinista e ilustrador baiano, Joselito, na época editor responsável da revista de moda, "Vida Doméstica".


Ruy Cavalcante, jovem pernambucano, é também merecedor de nosso destaque.
Uma das grandes revelações da Escola do Teatro Duse e lançado por Zilco Ribeiro.

Guardamos  fortes lembranças de sua brilhante e meteórica carreira, cujos monólogos, adquiriam uma dimensão incomparável e despertavam nas platéias, grande admiração e imensos aplausos. 
Faleceu prematuramente;


Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares.
Nasceu no Rio de Janeiro, no dia 15 de dezembro de 1907, acaba de completar 104 anos.
Ele ocupa há muitos anos, os dois andares superiores do edifício da Av. Atlântica, posto 6.         Diariamente ainda trabalha no seu estúdio de arquitetura.

Zilco Ribeiro e Norbert residiram no oitavo andar até 1966, quando se mudaram para São Paulo


           
1953 - Estreia a Revista

 "MULHERES CHEGUEI"

Minha querida amiga Nélia Paula,  ao lado de Colé Santana, então namorados, e um elenco da maior qualidade:
Norbert, que esbanjava talento polivalente; Anilza Leoni, Pituca, Ruy Cavalcanti, Lafaiete Galvão, a exuberante e bela Eloina.























Estreia a Revista 
"CARROSSEL DE 53"












CONTINUA




        



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